quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ônibus do futuro vira lenda no Recife

22/11/2012 - JC Online

Prevista em lei desde 1993 e prometida pelo governo de Pernambuco há mais de dez anos, mais uma vez a licitação das linhas de ônibus em operação na Região Metropolitana do Recife fica na promessa. O processo foi anunciado pelo próprio governador Eduardo Campos, em coletiva no mês de março, com a garantia de que, dessa vez, seria diferente das outras, mas até agora a licitação permanece no papel. E o governo, mais uma vez, silencia. Desconversa. Limita-se a enviar respostas por notas que pouco explicam. O Grande Recife Consórcio de Transporte, gestor do sistema de transporte e do processo licitatório, não dá mais entrevistas. Nem mesmo o Palácio das Princesas se pronuncia sobre o tema.

A licitação das linhas de ônibus está prevista na Lei 8.666, de 1993, na qual é determinado que qualquer serviço público só pode ser prestado mediante concorrência pública. Desde a primeira gestão do governador Jarbas Vasconcelos (1999/2002) o processo é estudado e prometido. A nota que a assessoria de imprensa do Grande Recife Consórcio enviou ao jornal diz apenas que o documento norteador da licitação das linhas de ônibus foi encaminhado aos órgãos fiscalizadores – Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) – e, agora, o órgão vai esclarecer as dúvidas para que o governo possa lançar a licitação.


Nos bastidores, sabe-se que o processo está travado por questões técnicas. O governador Eduardo Campos exige um serviço de qualidade, que representará um avanço diante do que é oferecido hoje, com uma frota totalmente equipada com ar-condicionado, por exemplo, mas não quer subsidiar o sistema nem aceita que o valor das passagens suba demais. Ou seja, a conta não estaria fechando e os técnicos quebrando a cabeça para equilibrá-la. "Oferecer a qualidade que está sendo exigida na licitação é possível, mas exige um custo que precisa ser coberto. Com a licitação, os contratos com os operadores passam a ser firmes e exigem equilíbrio financeiro. Quando o documento chegou à Arpe e à PGE, começaram os questionamentos para saber como esse equilíbrio seria mantido após a licitação", explica uma fonte do governo.

Não estaria havendo pressão do setor empresarial, como muitas pessoas pensam, segundo a mesma fonte. A primeira desculpa do governo do Estado, em junho, para justificar a demora na realização da concorrência pública era que o atraso se devia ao fato de os cálculos de alguns itinerários estarem sendo refeitos. Agora, credita a demora aos questionamentos da Arpe e da PGE. Infográfico - Ônibus do futir lenda




Pelos prazos oficiais anunciados em março, o sistema de transporte do Grande Recife sofreria um salto de qualidade nos próximos anos. Até junho de 2014 toda a frota do SEI – atualmente com 900 veículos – estaria equipada com ar-condicionado e o restante dos coletivos (2.100) ficaria nas mesmas condições em sete anos. A concorrência seria nacional e internacional. A rede de transporte seria dividida em sete lotes, agrupados por corredores de ônibus. Os contratos de concessão seriam de 15 anos, renováveis por mais cinco. Os vencedores iriam operar um sistema que movimenta R$ 60 milhões por mês.

Na prática, a licitação deveria ter começado em 7 de maio último, data prevista para o lançamento do edital. Depois de 90 dias, os vencedores de cada um dos sete lotes que iriam compor a RMR seriam conhecidos. Sendo assim, em 2013 a RMR teria um sistema licitado. Mas até agora a única etapa cumprida foi a realização, em abril, da audiência pública para apresentar o modelo. De lá para cá, nada mais aconteceu.

Fonte: JC Online



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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Na Grande Recife, Terminal Integrado de Cajueiro Seco entrará em operação neste fim de semana

27/11/2012 - Blog Meu Transporte

Um dos mais esperados terminais de integração da Região Metropolitana do Recife vai entrar em operação provavelmente no próximo dia 01 de dezembro. Segundo informes, falta apenas acertar uma data para inauguração com a presença do governador Eduardo campos.

O certo é que muitas mudanças ocorrerão com este novo terminal, onde linhas serão criadas e algumas extintas, também linhas de ônibus deixarão de ir ao centro do Recife, que é uma das metas do governo com a inauguração destes terminais.

O terminal de Cajueiro Seco começará a operar com 13 linhas, sendo oito alimentadoras (que levam os passageiros das comunidades da região ao terminal), duas interterminais, duas circulares mais a linha TI Cajueiro Seco/Afogados. O espaço total de área construída é de 2,4 mil metros quadrados. O investimento para a construção do equipamento foi de R$ 4,1 milhões, oriundos do tesouro estadual.

Projetado
Localizado em Jaboatão dos Guararapes, o terminal integrado de ônibus de Cajueiro Seco deve ser um dos mais importantes no que diz respeito a integração entre modais, para se ter uma ideia, os usuários poderão usar o ônibus, Metrô, Trem a Diesel e o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) que será implantado em breve com apenas uma passagem.

VLT Pernambucano
Outra novidade é que este terminal possui um bicicletário para facilitar ainda mais quem anda de Bike, pois elas poderão ser colocadas no próprio terminal e o ciclista pode então complementar seu trajeto de ônibus ou metrô.

Com mais este terminal, a Linha Sul do Metrô passará até um número de usuários bem maior e consequentemente saber se de fato ela suprirá a demanda desses novos usuários, visto que os 15 novos trens do Metrorec só vão entrar em operação por completo no inicio de 2014, porém a partir de março o primeiro já entra em operação e assim serão adicionados os outros quando forem chegando.

Mudanças
Algumas mudanças foram feitas depois de muita conversa com as comunidades, especialmente a de Muribeca e Marcos Freire, que lutaram e conseguiram se integrar no TI de Cajueiro Seco, além de ter a tarifa de ônibus reduzida com fora já falado aqui no blog para a tarifa A, ou seja, o que hoje custa R$ 3,25 na tarifa B, cairá para R$ 2,15 na tarifa A.

Linhas que irão operar no Terminal
Novas Linhas
037- Comporta / TI Cajueiro Seco
034- Curcurana / TI Cajueiro Seco
022- TI Cajueiro Seco / Circular
140- TI Cajueiro Seco / Circular – Shopping Recife
171- Loteamento Integração / TI Cajueiro Seco
166- TI Cajueiro Seco/Afogados
OBS: Esta linha será Radial e irá operar com 15 ônibus articulados, passando pelo IMIP e fazendo seu percurso pela Rua da Aurora, Ponte Duarte Coelho, Av. Guararapes, Av. Dantas Barreto, Cais de Santa Rita, Cinco Pontas, Av. Sul .....................

Terminal terá linha radial até a entrega completa dos trens na linha sul

Linhas que irão integrar no TI e deixarão de ir ao centro
162- Muribeca / TI Cajueiro Seco
165- Muribeca dos Guararapes / TI Cajueiro Seco
164- Conj. Marcos Freire / TI Cajueiro Seco
181- Cabo(Cohab) / / TI Cajueiro Seco
183- Ponte dos Carvalhos / TI Cajueiro Seco

Linhas Interterminais
139- TI Cabo / TI Cajueiro Seco
216- TI Barro / TI Cajueiro Seco (BR-101)

Linhas que serão extintas com a inauguração do terminal são:
163- Cajueiro Seco, 150- Ponte dos Carvalhos, 140- Cohab(Aeroporto), Conj. Marcos Freire/Boa Viagem e 194- Cabo / Porto de Galinhas

Outras mudanças
A linha 161- Brigadeiro Ivo Borges deixará de ir ao centro e passará a ser integrado no TI Aeroporto, passando a se chamar 161- Brigadeiro Ivo Borges / TI aeroporto.
A Linha 196- Recife / Porto de Galinhas que hoje é cobrada com a tarifa de R$ 5,70, mudará e passará a se chamar 196- Nossa Senhora do Ó / TI Cabo e coma tarifa R$ 3,25.

Blog Meu Transporte


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fortaleza: 90 dias depois, sobram críticas ao BRS-FOR

16/11/2012 - O Povo

Um novo sistema de fluxo foi implantado na avenida Bezerra de Menezes em 13 de agosto. O chamado de BRS (Bus Rapid Service ou Serviço Rápido de Ônibus) dividiu o trânsito em dois, com uma faixa azul. Nas duas faixas da direita, o espaço é destinado aos ônibus, vans e táxis com passageiros. Nas outras duas, o fluxo é liberado para os demais veículos. A reportagem foi até a Bezerra conversar com quem utiliza a via para saber os pontos positivos e negativos do sistema. Após três meses de funcionamento, o BRS é criticado por boa parte da população.


"Há 30 anos, eu ando aqui e posso dizer que só piorou. No horário de pico, as faixas de carro ficam muito engarrafadas", reclama o industriário Reginaldo Andrade, 55. Segundo ele, o trânsito também está mais confuso. Reginaldo conta que os carros têm dificuldade de dobrar à direita, porque os ônibus não deixam e o trecho de linha seccionada (onde os carros podem entrar para estacionar e fazer conversões) é muito curto. "Só o que a gente vê é batida. O nosso motorista não é educado. Essa faixa cria uma situação de imprudência", critica.

A reclamação dos comerciantes é constante. Como os veículos não podem percorrer pelo lado direito, eles dizem que as lojas sem estacionamento ficam menos visíveis e menos visitadas. "Nossas vendas caíram de 30% a 40%. Eu até dispensei um funcionário porque não estava dando mais", diz Carlos Roberto Rocha, 33. Há ainda os que reclamam das paradas seletivas. A auxiliar de enfermagem Luzia Xavier, 52, conta que é preciso andar muito para chegar ao ponto desejado. "E, quando pego o ônibus, não sei em qual parada eu posso descer".

Apesar das críticas, a fluidez dos ônibus é ressaltada pela população. A dona de casa Noêmia Maria de Oliveira, 48, diz que só não é melhor porque os carros não respeitam. Todos os dias, ela deixa a filha na Sociedade de Assistência aos Cegos. "Em horário de pico, eu consigo chegar mais rápido que antes". Segundo o presidente da AMC e da Etufor, Ademar Gondim, a velocidade dos ônibus aumentou de uma média de 12 km/h para 24 km/h.

Ele avalia como positiva a a implantação do BRS na Bezerra. De acordo com Gondim, as paradas com a mesma numeração (as linhas de ônibus estão divididas em 1, 2 e 3) têm, no máximo, 500 metros de distância. "Não poderíamos colocar todas as paradas num local só. Ia ficar uma fila enorme. E os ônibus iam perder a velocidade". Ele considera ainda a reclamação dos comerciantes, mas conta que não é possível permitir as paradas e os estacionamentos por perda do "conceito de fluidez".


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sábado, 10 de novembro de 2012

AETC elogia iniciativa da Prefeitura de João Pessoa para reestruturar o sistema de transporte coletivo

10/11/2012 - News Comunicação

A Prefeitura Municipal de João Pessoa, acaba de assinar um convênio com BID para a implementação de um Plano de Reestruturação do Transporte Coletivo de João Pessoa. O estudo, orçado em R$ 766.345.93, terá início na próxima segunda-feira (12) e tem a previsão de conclusão para daqui a oito meses. Os trabalhos que serão realizados envolverão o levantamento da demanda por transporte público existente em João Pessoa e a elaboração de propostas para atender novas necessidades da população.


A elaboração de um novo diagnóstico para delinear as prioridades do transporte público, para o diretor institucional da AETC-JP, Mário Tourinho, vem em um momento estratégico, quando as autoridades também precisam pensar na dinâmica da cidade que se quer para um futuro próximo. "Vivemos em uma cidade que cresceu, não só em número de habitantes, mas também em número de residências, de veículos particulares, enfim, desenvolveu-se, e a consequência disso, quando a cidade não está preparada, são os atrasos, os engarrafamentos", disse o dirigente, elogiando a iniciativa da Prefeitura Municipal.


"O transporte coletivo também sofre com a falta de infraestrutura de uma cidade que cresceu. Mas, a Prefeitura, assim como os empresários do segmento, que recebem reclamações por atrasos nos horários das linhas mesmo não tendo culpa do problema, está preocupada com a situação do trânsito e está trabalhando para mudar. Isso é louvável e merece o nosso elogio", finalizou Mário.


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