quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cisne Branco adquire 100 novos ônibus

27/04/2011 - Webtranspo

Novos ônibus são do modelo Svelto Midi da Comil

A companhia maranhense de transporte rodoviário, Cisne Branco, comprou junto a Comil 100 novos ônibus. A aquisição de novos veículos faz parte do programa de ampliação e renovação da frota da empresa que com o negócio chegará a mais de 200 unidades.

O modelo oferecido pela montadora é o Svelto midi que possui vidros fumês quadripartido (possibilitando maior abertura), isolamento térmico e acústico sensor de ré, sensor de estacionamento, letreiro eletrônico e pisos taraflex de maior aderência e limpeza mais fácil.

As novas unidades devem estar em circulação até o final de maio no Estado. A Cisne Branco faz parte do Grupo NIFF que atua em todo o Brasil com uma frota superior a mil ônibus.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fifa não exige obras de mobilidade

11/04/2011 - Tribuna do Norte



Dâmocles Trinta mostra todos os pontos da cidade que deverão receber intervenções antes da Copa - Emanuel Amaral

No início foi uma festa. Projetos  bem elaborados e cronograma amarrado com datas de início e conclusão das obras. Afinal de contas, não é todo dia que uma cidade do porte de Natal consegue um financiamento da ordem de R$ 300 milhões em um único programa do Governo Federal.

Hoje, porém, no imbróglio que envolve a realização da Copa do Mundo na capital potiguar, as obras de mobilidade urbana são vistas pelos representantes do Governo do Estado como coadjuvantes em relação à imponente e imprescindível Arena das Dunas. O Município, por sua vez, defende que sem as obras, a circulação em torno do estádio e nas vias de acesso, será prejudicada. O nó do cronograma, porém, não era cego e se desfez.

No final de 2009, a prefeita Micarla de Sousa assinou, com o Governo Federal, o convênio que viabilizaria os projetos de mobilidade em Natal. Passado um ano, em novembro de 2010, ela afirmou que as primeiras obras iniciariam um mês depois, em dezembro. Após um hiato de seis meses, nenhum sinal de poeira das fundações ou mesmo das demolições que constam nos projetos de execução das obras é visto. “O Município já licitou o primeiro lote que compreende o Complexo da Urbana, intervenções na Mor Gouveia e na BR-226 (estrada do KM-6)”, afirmou o secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura, Dámocles Trinta.

 A empresa vencedora da licitação, a EIT Construções, ainda não devolveu o projeto executivo ao Município. De acordo com Dámocles, o prazo vence no final de abril. Após a entrega, o documento será analisado pela Caixa Econômica Federal (CEF), financiadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somente com a aprovação da CEF, a ordem de serviço será assinada. A estimativa é de que a primeira etapa das obras se inicie em junho. Sete meses depois da data anunciada.

Do valor disponibilizado para a sede, no caso Natal – cerca de R$ 386 milhões, no total – somente R$ 86 milhões ficaram com o Estado, responsável pelas obras do prolongamento da Avenida Prudente de Morais e acesso ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Para garantir a maior fatia do bolo, o Município deveria disponibilizar R$ 48 milhões para serem utilizados na contrapartida do projeto e nas desapropriações das áreas no entorno das obras..

 “O Município garantiu que tinha este valor quando foram apresentados os projetos. A gente acredita que a prefeitura tenha esse dinheiro”, comentou Dámocles. A situação, porém, é complicada. Micarla de Sousa afirmou ter disponível os R$ 15 milhões que correspondem a 5% do valor repassado pela União. O restante necessário – R$ 33 milhões – não estão garantidos, mesmo com a União sendo avalista da Prefeitura. “Esta diferença permanece uma incógnita. Ainda não há linha de crédito específica para este financiamento”, ressalta Dámocles. A Prefeitura acredita que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá liberar o montante.

Enquanto isso, o secretário extraordinário para a Copa do Mundo em Natal, Demétrio Torres, afirma que as obras de mobilidade não são elementos impeditivos para a realização do campeonato. “Nós apresentamos as condições mínimas solicitadas pela Fifa durante o processo de escolha das sedes”, afirmou Demétrio durante sabatina realizada pela TRIBUNA DO NORTE segunda-feira passada.

As condições apresentadas foram as seguintes: facilidade de acesso às saídas da cidade, estádio próximos aos maiores hospitais, oferta de leitos de hospedagem suficientes para a demanda estimada e garantia de uma boa recepção aos jogadores, turistas e equipes que trabalharão durante os dias de competição. O Município tem, a partir da aprovação dos projetos pela CEF, o prazo de trinta meses para concluir as obras de mobilidade.

Obras podem ser inviabilizadas

As pendências da Prefeitura do Natal junto ao Cadastro Único de Convênio (CAUC), do Tesouro Nacional, poderão ser um fator impeditivo para a aprovação dos financiamentos das obras de mobilidade pela Caixa Econômica Federal. Numa consulta realizada ontem ao site do Ministério da Fazenda, constatou-se que a situação do Município em relação ao envio de documentos com informações fiscais à União só foi alterada em um, dos sete pontos pendentes no início do mês.

No relatório extraído do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), há irregularidades nos seguintes dispositivos: pagamento do INSS no CNPJ matriz (da própria prefeitura) e nos CNPJs das secretarias da administração indireta, como a Urbana, por exemplo, além de pendências no pagamento do FGTS, regulação na prestação de contas de convênios, pagamento de tributos e contribuições federais e cadastro informativo dos créditos não-quitados do setor público também das secretarias de administração indireta.

A análise segue o mesmo raciocínio de quem deseja comprar um imóvel pelo programa Minha Casa Minha Vida. Para obter o subsídio e financiamento, todo um histórico de dívidas e créditos é levantado pelo  banco, analisado e posteriormente é aprovado, ou não, o repasse da quantia solicitada. No caso da Prefeitura, a assessoria da imprensa da CEF, afirmou que as pendências não serão impeditivo. Ressaltou, porém, que a documentação ainda está sendo analisada pela superintendência e nada está definido.

Tendo em vista o grande volume de recursos envolvidos nas obras de mobilidade em Natal, o MPF solicitou o agendamento de uma reunião com autoridades do Município e do Estado, além de um representante da Caixa para o próximo dia 15.

O inquérito faz menção, no texto das considerações, aos contratos de financiamento, os quais pode vir a ser necessária a agregação de garantia da União, por meio da Secretaria de Tesouro Nacional. A assertiva leva em consideração a avaliação do risco de crédito do Município do Natal e do Estado do Rio Grande do Norte.

Durante a sabatina, quando questionado sobre as dificuldades da Prefeitura em conseguir os financiamentos, Demétrio Torres foi direto: “O que cabe ao Governo, que é a construção da Arena das Dunas, está tudo certo.  As obras de mobilidade vieram de carona com a Copa e são de responsabilidade do Município. Se a prefeitura não cumprir com a parte dela, isto não será um impeditivo para a realização da Copa”.

Obras de estádios devem seguir manual

Para todas as cidades que já sediaram ou sediarão Copas do Mundo, a Fifa enviou um manual que deve ser seguido à risca. Conhecido como Caderno de Encargos, o material que foi entregue aos representantes da Copa do Mundo 2014 em Natal e nas demais cidades-sede no Brasil, é composto por 238 páginas divididas em dez capítulos.

Das decisões estratégicas da pré-construção (análise da viabilidade do projeto) às áreas onde devem ser instalados os telefones para utilização do público, um rígido protocolo deve ser seguido. Sustentabilidade é a palavra-chave para os representantes da Federação Internacional de Futebol.

De acordo com os diretores da Fifa, a Copa do Mundo no Brasil deverá ser a mais ecologicamente correta de todas as edições do campeonato. As obras de adaptação e construção dos estádios, devem seguir um padrão de sustentabilidade imposto pelo órgão para o que é considerado o maior evento esportivo do mundo.

Utilizar o concreto oriundo da demolição das estruturas dos estádios na própria construção do novo empreendimento e equipamentos de apoio (estacionamentos, por exemplo), é uma das sugestões da Fifa. Bem como doar as cadeiras retiradas, luminárias e estruturas metálicas para entidades de reciclagem cadastradas nos programas de reciclagem de lixo nas sedes brasileiras.

Além disto, os organizadores do mundial tem um objetivo comum para as 12 cidades: receber o certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Esta é uma das mais importantes certificações internacionais de edifícios sustentáveis.

Fonte: Tribuna Do Norte

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Prefeitura de Natal pleiteia mais um projeto de mobilidade urbana

08/04/2011 - Portal Copa 2014

Município pretende captar até R$ 150 mi do PAC 2 para intervenções em vias da cidade

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, e a secretária municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Elizabeth Thé, apresentaram ao Ministério das Cidades mais seis projetos de mobilidade urbana para a capital potiguar, uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014.
 
A intenção do Executivo é garantir mais R$ 150 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana –“Mobilidade Grandes Cidades”– para seis projetos em vias de acesso de Natal. 
 
Os novos projetos contemplam a concretagem da faixa exclusiva para ônibus, acessibilidade dos passeios, sinalização horizontal e vertical, melhoria dos abrigos de passageiros, implantação do projeto “via livre”, entre outros benefícios.
 
Segundo a Semob, serão beneficiados com a proposta os seguintes corredores: avenidas Bernardo Vieira, Salgado Filho, Hermes da Fonseca, Prudente de Morais, Amaro Barreto, Mário Negócio, Solange Nunes, Coronel Estevam, Rio Branco e Presidente Bandeira --todos localizados nas regiões sul e centro-sul da capital potiguar.
 
“Os projetos são de grande impacto e beneficiarão mais de 450 mil usuários de ônibus de Natal nos próximos anos. Nossa meta é interferir na melhoria de 31 km de extensão para corredores exclusivos de ônibus, o que vai proporcionar mais rapidez, conforto e segurança aos passageiros”, disse Elizabeth.
 
Esta semana, Natal já havia sido contemplada com recursos do governo federal, também do PAC 2, da ordem de R$ 130 milhões para a construção de um trecho de VLT (Veículos Leves sobre Trilhos). Se conseguir os recursos para os novos projetos, a capital potiguar terá garantido R$ 280 milhões do governo federal só para obras de transporte urbano.
 
Obras da Copa
Para as obras de transporte da Copa do Mundo, a prefeitura já tem garantidos R$ 300 milhões em financiamento federal, que vão servir para melhorar o acesso de vias que levam ao Estádio das Dunas, palco do Mundial. Outros R$ 38 milhões previstos para estas obras sairão dos cofres municipais. 
 
O primeiro lote de obras do chamado PAC da Copa, que conta com investimentos da ordem de R$ 138 milhões, está previsto para começar em junho. O trecho compreende a readequação do sistema viário e a execução de corredor de ônibus para interligar o bairro de Igapó (zona norte) ao Estádio das Dunas (zona centro-sul). 
 
Além dessas obras, também integram o pacote o complexo viário da Urbana, próximo à ponte de Igapó, no Rio Potengi, entre os bairros Nordeste e Quintas (até a Rua São José, no bairro de Lagoa Nova), investimentos em sinalização, melhorias no passeio público (aceso das calçadas) e a implantação de plataformas de embarque e desembarque. A empresa vencedora da licitação deste primeiro lote é a EIT.
 
Já as intervenções do segundo lote compreendem pontos estratégicos em vias do centro e do sul de Natal, todas no entorno ou nas proximidades do Estádio das Dunas. A licitação dessa etapa deve ficar pronta no segundo semestre.

Das 16 obras de mobilidade urbana previstas para Natal e Grande Natal até a Copa do Mundo de 2014, 11 são de responsabilidade da prefeitura e cinco têm a assinatura do governo estadual.

Novos projetos de mobilidade para Natal:

Corredor 1: Av. Bernardo Vieira
Concretagem da faixa exclusiva para ônibus; acessibilidade dos passeios; sinalização vertical e horizontal; melhoria dos abrigos para usuários do transporte público; obra de arte no cruzamento com a rua Xavier da Silveira; obra de arte no cruzamento com a avenida Coronel Estevam e linha férrea. Custo estimado: R$ 41.534.136,63
 
Corredor 2: Av. Salgado Filho / Av. Hermes da Fonseca
Criação de corredor de transporte público prioritário; concretagem da faixa prioritária; sinalização horizontal e vertical; acessibilidade dos passeios; implantação do Via Livre; implantação de abrigos para usuários do transporte público; obra de arte com a avenida Alexandrino de Alencar. Custo estimado: R$ 23.378.397,03.
 
Corredor 3: Av. Prudente de Morais
Criação de corredor de transporte público prioritário; concretagem da faixa prioritária; sinalização horizontal e vertical; acessibilidade dos passeios; implantação de abrigos para usuários do transporte público;  implantação do Via Livre; obra de arte com a rua Beira Canal; obra de arte com a avenida da Integração. Custo estimado: R$ 28.794.443,58.
 
Corredor 4: Av. Amaro Barreto e AV. Mário Negócio
Reestruturação dos trechos de corredor exclusivo para transporte público; concretagem da faixa prioritária; sinalização horizontal e vertical; acessibilidade dos passeios; implantação do Via Livre; implantação de abrigos para usuários do transporte público. Custo estimado: R$ 9.932.119,32.
 
Corredor 5:  R. Solange Nunes / Av. Coronel Estevam / Av. Rio Branco
Criação de faixas prioritária e exclusiva para o transporte público; concretagem da faixa prioritária; sinalização horizontal e vertical; acessibilidade dos passeios; implantação do Via Livre; implantação de abrigos para usuários do transporte público; obra de arte sobre a linha férrea no cruzamento com a rua Solange Nunes. Custo estimado: R$ 28.909.223,80.
 
Corredor 6: Av. Presidente Bandeira
Criação de faixa exclusiva para o transporte público; concretagem da faixa prioritária; sinalização horizontal e vertical; acessibilidade dos passeios; implantação do Via Livre; implantação de abrigos para usuários do transporte público; obra de arte no cruzamento com a avenida Jaguarari; relocação do camelódromo. Custo estimado: R$ 15.338.727,50.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Transporte público eficiente

03/04/2011 - 180 Graus

A experiência de Curitiba que pode dar certo em Teresina
Conheça esse sistema que se implantado com certeza irá resolver os problemas de mobilidade em THE

Imagine esperar um minuto ou até menos por um ônibus; os coletivos não ficarem nas paradas aguardando os passageiros passarem na catraca e pagarem a passagem. Além disso, não enfrentar obstáculos na hora de subir e descer nos coletivos em Teresina. E o principal, não passar horas e horas dentro de ônibus por conta de um engarrafamento no horário de pico?! Pode parecer sonho e, talvez, até seja. Mas, se a capital do Piauí conseguir importar o modelo do transporte público implantado em Curitiba, todos esse benefícios serão transformado em realidade.

Na capital paranaense, o transporte coletivo recebeu cuidados que evitam o desperdício de tempo, algo essencial para quem depende do ônibus para se locomover, é um sistema simples e eficiente, sem mistérios. Conheça esse sistema que se implantado com certeza irá resolver os problemas de mobilidade em Teresina.

Em Curitiba passageiros não sofrem com congestionamentos

CURITIBA: A PIONEIRA NA CRIAÇÃO DO SISTEMA BRT

Na década de 70 a cidade de Curitiba estava no início de um processo de grande crescimento populacional e à época era preciso criar um sistema para dar mobilidade à população, e ao mesmo tempo, organizar o desenvolvimento urbano. Sem recurso para o investimento em um sistema de metrô, o ex-prefeito, Jaime Lerner, criou uma alternativa de baixo custo, mas de uma alta qualidade, o BRT ( Bus Rapid Transport). Um sistema de transporte que dá prioridade ao tráfego de ônibus por meio de corredores exclusivos, geralmente separados por fluxo normal barreiras físicas.

A idéia do BRT é reproduzir as principais características dos modernos sistemas de transporte sobre trilhos, de modo a proporcionar mobilidade urbana rápida,confortável e eficiente,mas a um custo de implantação muito menor: em torno de 04 e 20 vezes menos que um sistema de bondes ou de veículo leve sobre trilhos( VLT) e metrôs. O prazo para colocar o sistema para funcionar também é bem menor: de 24 a 36 meses.

O modelo de transporte público de Curitiba foi implantado em 80 países e deve ser implantado em dez das doze capitais onde ocorrerão os jogos da Copa do Mundo em 2014. Nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Natal, Fortaleza, Recife, Salvador, Cuiabá e Manaus, há projetos para a construção ou ampliação de sistema de BRTs.

DETALHES DO SUCESSO

A população curitibana também não enfrenta obstáculos na hora de subir nos coletivos. O embarque é em nível, ou seja, o degrau dos coletivos fica na mesma altura das plataformas das estações e dos terminais. Os ônibus que circulam nos eixos de transporte possuem plataformas acopladas que, no embarque e desembarque, são projetadas para fora, funcionando como uma ponte para a passagem dos usuários. Outro beneficio é ausência do cobrador dentro dos ônibus. Ele não fica no ônibus, mas nas estações-tubo. A catraca localiza-se na estação, onde a passagem é paga antecipadamente. Assim, o embarque não é comprometido pelas filas ou problemas no pagamento das tarifas.

A esquerda: Transporte público de Curitiba e a direita coletivo de Teresina
Mas a grande eficiência do sistema curitibano, que permitiu sua expansão para o mundo, é a prioridade que o transporte de massa possui no sistema viário. São 81 quilômetros de canaletas exclusivas que cortam a cidade de Norte a Sul, de Leste a Oeste, em seis eixos. Neles, os ônibus andam totalmente segregados dos carros. O transporte individual tem outras duas faixas, de cada um dos lados dos corredores, para circular. Em muitos pontos, uma das faixas é utilizada como estacionamento.

Outras qualidades do sistema de BRT, é o aumento da velocidade média e redução das emissões de gases poluentes no corredor e nas vias remanescentes; maior eficiência e menor ociosidade do sistema, o que reduz os custos, aumento da qualidade dos serviço, conforto, velocidade, já que até mesmo nos semáforos nos cruzamentos o transporte coletivo tem prioridade e não ficar parado esperando o sinal verde. Além da redução do uso de automóveis pela oferta de serviços de maior qualidade e pelo menor tempo de deslocamento comparado ao mesmo tempo gasto pelo veiculo individual em via não segregada e principalmente a diminuição dos acidentes de trânsito.

Na parte superior: Embarque de passageiros em Teresina e na parte inferior embarque em um BRT

PROJETO PARA TERESINA

A cidade de Teresina ainda não possuir um projeto específico viabilizando o BRT, contudo, o Setut já sugeriu a implantação do sistema de integração das linhas de ônibus pelo plano diretor de transportes da cidade e pediu ajuda da bancada federal do Piauí para conseguir recursos que possam ser investidos em uma política de investimentos em infra-estrutura de transporte público por ônibus.

“ O SETUT está aguardando que sejam feitas a intervenções na cidade para a instalação do BRT. Quando as modificações na estrutura da cidade forem feitas começaremos a comprar nossos veículos com tecnologia avançada.Mas antes precisamos definir qual a parte pública e qual a privada para operação do sistema. Entendemos que veículos e operação sejam de responsabilidades das empresas de ônibus e as vias, terminais, estações, enfim toda a infra-estrutura, fiquem com o poder público”, disse Alberlan Sousa, vice-presidente do Setut.

Prefeito Elmano Férrer e Otaliba Líbano, buscam alternativas para diminuir as mortes no trânsito em Teresina

De acordo com o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, “a prefeitura está fazendo a sua parte, para melhorar o trânsito em Teresina, até o final do ano, devemos estar construindo oito terminais de condução coletiva e três paradas centrais. Esses terminais serão instalados no balão da Avenida dos Expedicionários, Buenos Aires, Matadouro, Santa Isabel, Piçarreira, Dirceu, Bela Vista e Parque Piauí. Além disso, consta no Plano Diretor de Trânsito, a construção de corredores com faixas para coletivos. A cidade também vai passar por várias transformações estruturantes, como construção de pontes e viadutos, todas essas modificações serão feitas com recursos do PAC da Mobilidade”, disse o prefeito de Teresina, durante o lançamento do projeto 'Vidas no Trânsito” ocorrido no inicio do mês de março, no Palácio da Cidade. A solenidade contou com a presença do representante do Ministério da Saúde, Otaliba Líbano, do prefeito da cidade, Elmano Férrer, e da Superintendente da Strans, Auzenir Porto.

Atualmente na capital, já circulam 20 ônibus padronizados. De acordo com a Prefeitura, é o início do processo de integração do SITT (Sistema de Transporte de Teresina). A previsão é que em até cinco anos toda a frota estará padronizada para atender o Plano Diretor de Trânsito, sendo esta a primeira etapa do processo de integração do transporte coletivo.

Avenida Frei Serafim pode no futuro  sofre mudanças  com a  implantação do BRT 

PAC DE MOBILIDADE URBANA É A ESPERANÇA PARA IMPLANTAÇÃO DO BRT

Em fevereiro desse ano, o governo federal, lançou no Palácio do Planalto, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, que reserva R$ 18 bilhões em investimentos em transporte público para os 24 municípios brasileiros com mais de 700 mil habitantes. A intenção do Governo Federal com esse programa é qualificar o sistema de mobilidade urbana, incentivar e apoiar sistemas de transporte público coletivo e integrar o transporte ao desenvolvimento urbano, ofertando transporte público eficiente e de qualidade nas cidades e regiões metropolitanas. O projeto deve ser inscrito no portal do Ministério das Cidades até o dia 3 de abril. 

Segundo João Alberto Cardoso, secretário municipal de Planejamento e Coordenação, Teresina é, inicialmente, a única cidade do Piauí que será beneficiada pelo PAC 2. O PAC Mobilidade destinará R$ 280 milhões para a melhoria da infraestrutura de transporte público coletivo em Teresina. "Só serão incluídas cidades com mais de 700 mil habitantes. O Plano Diretor de Transportes e Trânsito de Teresina, concluído em 2008 pela Prefeitura, foi adaptado aos padrões exigidos pela coordenação do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) para poder ser incluso”,disse o secretário.

O Ministério das Cidades recomendou que governos estaduais e prefeituras municipais trabalhassem juntos na elaboração dos projetos a serem apresentados e após muitas conversas, o governador Wilson Martins e o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, chegaram em consenso. A cidade apresentará duas propostas. O governador Wilson Martins destacou a integração entre os dois projetos: um apresentado pela PMT e outro pelo Estado. “A equipe está buscando as opções mais viáveis para a capital. Essa é a oportunidade para uma mudança real no transporte da capital que influenciará no cotidiano da sociedade”.

O projeto do Governo será voltado exclusivamente para melhorias no metrô. A proposta será trabalhada em duas frentes: a ampliação da estrutura já existente do metrô e a aquisição de novos veículos. Atualmente o metrô de Teresina transporta 12 mil passageiros diários; após a duplicação dos trilhos, que possibilitará que vários veículos circulem simultaneamente, será possível transportar 50 mil passageiros.

Alberlan Sousa, vice-presidente do Setut, é otimista e acredita que transporte coletivo será mais eficiente 

“ Para implantar um corredor subterrâneo de 10 km de metrô, suficiente para o transporte diário de 150 mil pessoas, é necessário investimento de 201 milhões de reais e o tempo mínimo de implantação é dez anos. Enquanto que é possível fazer o mesmo percurso em corredores de BRTs com 11.1 milhões de reais e concluir a implantação em 2,5 anos, transportando uma quantidade maior de passageiros. O BRTs transporta por dia cerca de 260 mil passageiros. Por isso não consideramos um investimento adequado alocar os recursos do PAC na ampliação do metrô, mas como esse projeto será feito em parceria com governos, estamos confiante que a parte que cabe a prefeitura municipal será investido na construção das vias segregadas para coletivos nas principais nas principais avenidas da cidade, entre elas a Frei Serafim, responsável em coletar parte do fluxo de veículos na cidade”, disse Alberlan Sousa, vice-presidente do Setut.

SAIBA MAIS SOBRE O PAC DE MOBILIDADE URBANA

Os municípios selecionados com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana,poderão apresentar projetos de criação de corredores de ônibus exclusivos, de implantação do sistema de Veículos Leves sobre Pneus (VLP/BRT), de trens urbanos, metrôs e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT). . O projeto deve ser inscrito no portal do Ministério das Cidades até o dia 3 de abril.

As prefeituras e governos estaduais deverão tomar o cuidado de seguir regras pré-estabelecidas no PAC da Mobilidade Urbana, como a garantia de sustentabilidade operacional dos sistemas, a compatibilidade entre a demanda e os modais propostos e a adequação às normas de acessibilidade. Terão prioridade os projetos que beneficiarem populações de baixa renda que estejam localizadas em áreas de situação fundiária regularizada.

Os municípios que participam do PAC da Mobilidade Urbana são Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Manaus, Belém, Goiânia, Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Luís, Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, São Gonçalo (RJ), Duque de Caxias (RJ), Nova Iguaçu (RJ) e São Bernardo do Campo (SP).

VEJA MAIS FOTOS DO BRT EM CURITIBA

Edição: Gilcilene Araújo
Repórter: Gilcilene Araújo

domingo, 3 de abril de 2011

Rio Vermelho apresenta novos ônibus à população de Salvador

03/04/2011 - Fortalbus

Na ultima semana, a Viação Rio Vermelho fez a apresentação oficial dos 10 novos ônibus em configuração jardineira para a população soteropolitana. Os ônibus possuem carroceria Torino e chassis Mercedes-Benz OF-1722, além de um layout diferenciado que destaca o serviço de linha seletiva, no qual irão operar.





Os veículos são equipados com poltronas em estilo rodoviárias, piso taraflex, estante para acomodação de bagagens, difusores de ar (como regulamenta as normas), todas as poltronas possuem cintos de segurança com fivelas ajustáveis, 01 poltrona para obesos, janelas com quatro pontos de abertura e ganchos para travamento, revestimento das laterais em formidour.

Poltronas semi-urbanas, rack para bagagens e acessibilidade

Com informações: Bahia Blog Bus

sábado, 2 de abril de 2011

Dez empresas manifestam interesse em projeto de mobilidade

31/03/2001 - Governo do Estado da Bahia

Dez empresas manifestam interesse em projeto de mobilidade urbana
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur) publicou, nesta quinta-feira (31), no Diário Oficial do Estado (DOE), a lista com o nome das dez empresas que participaram do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para apresentar estudos preliminares de viabilidade técnica, avaliação ambiental, econômico-financeira e jurídica, voltados à estruturação de projeto de transporte público metropolitano entre Salvador e Lauro de Freitas.

As empresas terão prazo de 30 dias corridos para apresentação dos projetos preliminares e 60 dias corridos para os projetos, estudos, levantamentos ou investigações. O PMI foi publicado na edição DOE de sábado e domingo passados (26 e 27) pela Sedur, convidando as empresas interessadas a encaminhar, até quarta-feira (30), documento manifestando interesse em realizar os trabalhos propostos.

A expectativa é que as empresas apontem a melhor solução para a mobilidade urbana dos dois municípios - Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Bus Rapid Transit (BRT). Uma das exigências é a integração com o metrô.

Empresas

Consórcio Odebrecht Transport S/A/Setps - Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador

Consórcio Geohidro Consultoria Sociedade Simples Ltda/Iberinsa do Brasil Engenharia Ltda

Consórcio Camargo Corrêa Infraestrutura S/A/Construtora Andrade Gutierrez S/A

ATP Engenharia Ltda.

Hisa Engenharia Ltda.

Metropasse - Associação Baiana de Transportes Metropolitanos

Construtora Queiroz Galvão S/A

Vetec Engenharia Ltda.

Pvarq - Prado Valladares Arquitetos Ltda.

Invepar - Investimentos e Participações em Infraestrutura

http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2011/03/31/dez-empresas-manifestam-interesse-em-apresentar-projeto-de-mobilidade-urbana

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Indefinicao do modelo de transporte para a Copa

Estado não decidiu se usará ônibus ou monotrilho nos corredores exclusivos que serão implantados até o ano de 2014. Técnicos afirmam que escolha tem influência direta no preço e execução de obras

31/03/2011 - Jornal do Commercio, Roberta Soares
betasoares8@gmail.com

Os corredores de transporte escolhidos anteontem como prioritários para a mobilidade da Região Metropolitana do Recife visando a Copa de 2014 ainda não têm definido o tipo de modal, ou seja, qual o veículo que será utilizado neles. Até agora o governo do Estado não decidiu se usará o ônibus, através do Bus Rapid Transit (BRT) - o mesmo modelo implantado em Curitiba (PR) -, ou o monotrilho (monorail) - que custa bem mais caro e prevê um veículo montado ou pendurado sobre um único trilho, elevado por colunas de concreto. A ausência de definição é minimizada pelo governo, mas no setor de transporte é vista como algo preocupante por ter influência direta no custo e na execução dos corredores.

Oficialmente, o Estado inscreveu o BRT como o modal a ser usado nos quatro corredores propostos, como forma de garantir a habilitação para obter recursos do PAC da Mobilidade. Mas a decisão sobre o tipo de veículo só deverá ser tomada na próxima semana ou até o dia 22 de abril, prazo final para os Estados defenderem suas propostas em Brasília. Ontem, o secretário das Cidades saiu em defesa da estratégia adotada pelo governo, argumentando que uma possível mudança de escolha de modal não trará prejuízo para a execução dos corredores ou para a imagem de Pernambuco. “Caso venhamos a optar pelo monotrilho em algum dos projetos, por exemplo, ele passará a ser viabilizado através de PPP (Parceria Público-Privada), ou seja, não precisará estar incluindo no PAC da Mobilidade. Optamos pelo BRT porque tínhamos que definir um modal, já que o prazo para habilitar os projetos vence domingo”, explicou.

Danilo Cabral afirmou que, com exceção do Corredor da BR-101, também chamada de IV Perimetral, todos os outros três corredores têm possibilidade de receber tanto o BRT como o monotrilho. “Eu não vou antecipar essa discussão sobre o tipo de modal. Ela ainda está sendo estudada pelos técnicos e será decidida pelo governador Eduardo Campos, juntamente com a Prefeitura do Recife. O que podemos afirmar, pelo menos por enquanto, é que os estudos apontam que o BRT é o ideal para o Corredor da 101”, disse.

Os projetos de transporte escolhidos como prioritários são a duplicação e reforma da II e IV Perimetrais (que inclui o corredor de ônibus da BR-101), e a implantação dos corredores Leste-Oeste, Norte-Sul e da Avenida Norte. Os quatro, juntos, representam um montante de R$ 1,8 bilhão. Além deles, foi incluído o projeto de navegabilidade dos Rios Capibaribe e Beberibe, com custo R$ 549 milhões. O corredor da Avenida Norte seguirá do Terminal Integrado da Macaxeira até o Centro do Recife. O Leste-Oeste compreenderá o trecho entre a Praça do Derby e o final da Avenida Caxangá, na Várzea. Já o corredor Norte-Sul terá viabilizada apenas a primeira etapa, com início no Terminal Integrado de Igarassu, seguindo até o Terminal Integrado de Joana Bezerra. A segunda etapa, sem data para ser executada, chegará ao Terminal de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes.

IMAGEM

Apesar das explicações do secretário Danilo Cabral, o fato de o governo do Estado ainda não ter definido qual o tipo de modal que será usado em três dos quatro corredores não agradou ao setor de transporte. “O Brasil já foi criticado pelo presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Joseph Blatter, por estar mais atrasado do que a África do Sul nos preparativos para a Copa. Aí enviamos projetos sem definir exatamente qual o tipo de veículo que será usado. Acho muito ruim para a imagem de Pernambuco, sem falar que as mudanças poderão gerar novos custos. Um BRT, por exemplo, tem valor completamente distinto de um monotrilho. O certo é que enviemos projetos detalhados, que nos qualifiquem”, criticou um técnico em transporte, que preferiu não ser identificado.

Danilo Cabral, por sua vez, garantiu que o Estado está apresentando propostas com detalhamento de projeto básico. Alguns, inclusive, já com projeto executivo pronto, como é o caso do Corredor Norte-Sul. “Estamos mais do que qualificados. Nossas propostas prezam, inclusive, pela integração entre os modais. Temos tratado tudo com muita responsabilidade”, garantiu. Nos bastidores comenta-se que o governo ainda não bateu o martelo sobre o tipo de modal porque está tentando viabilizar a proposta de monotrilho, elaborada pela Construtora Odebrecht, para, ao menos, o Corredor Norte-Sul. Técnicos em transporte defendem o BRT, alegando que o monotrilho é quatro vezes mais caro do que o ônibus e a tecnologia não se adequa ao transporte de massa, sendo mais recomendado em operações turísticas.